O governo de Catalunha busca restringir as negociações com sindicatos de professores a temas estritamente laborais, após o encerramento de um curso escolar marcado por grande conflito. A medida surge porque dois acordos firmados com os sindicatos não conseguiram encerrar as protestas.
O curso escolar mais conflituoso em anos está terminando, com seis greves gerais desde fevereiro e cerca de 25 manifestações registradas. Apesar dos dois pactos assinados pelo Departamento de Educação com os sindicatos, o conflito persiste. O Govern e o sindicato majoritário, Ustec, procuram uma nova fórmula para acalmar o coletivo de educadores.
Diante do impasse, a Educação pretende limitar as negociações sindicais a questões estritamente laborais. A estratégia inclui abrir um diálogo mais fluido com direções, professores e famílias por meio de reuniões territoriais menores.
A conselheira de Educação, Esther Niubó, declarou no Parlament que existe um mal-estar que não se resolve apenas nas mesas de negociação laboral, indicando a necessidade de abordagens mais amplas para resolver a insatisfação do corpo docente.

