O autor Dartagnan da Silva Zanela critica o uso excessivo da palavra empatia, alegando que ela perdeu substância e se tornou um jargão vazio. Ele argumenta que a verdadeira compaixão exige um esforço ativo para se colocar no lugar do outro, superando divisões ideológicas.
Zanela afirma que a repetição constante do termo faz com que ele perca seu significado, servindo apenas para rotular o que não se encaixa em estereótipos pré-fabricados. Para ilustrar seu ponto, ele narra um episódio envolvendo São Francisco de Assis, que demonstrou compaixão por um assassino condenado. O santo explicou que o indivíduo merecia compaixão porque, possivelmente, teria se tornado uma pessoa melhor com a vida que ele viveu.
O autor propõe um experimento mental: ao testemunhar injustiças contra pessoas de espectros políticos opostos, a reação interior e o comportamento nas redes sociais definem a humanidade. Zanela esclarece que sentir compaixão por quem se ama não é excepcional, mas sim simular empatia por adversários ideológicos também não desumaniza.
Zanela conclui que a sociedade contemporânea desaprendeu a exercer essa capacidade. Ele afirma que a empatia, no cenário atual, constrói muralhas que aprisionam indivíduos em guetos desumanizadores, em vez de edificar pontes de encontro.

