Especialistas do Hospital San Vicente Fundación, em Medellín, Colômbia, alertaram que emoções intensas durante jogos de futebol podem afetar a saúde cardiovascular. A ciência documenta que estresse e euforia extremos ativam mecanismos fisiológicos que aumentam o risco de ataques cardíacos e arritmias, especialmente em pessoas com histórico de doenças cardíacas.
O cardiologista clínico Jairo Gandara Ricardo explicou que, em momentos de alta intensidade emocional, o corpo ativa mecanismos semelhantes aos desencadeados por uma ameaça real. Ele afirmou que hormônios do estresse são liberados, elevando a pressão arterial e a frequência cardíaca, o que pode comprometer o funcionamento normal do coração.
Estudos realizados em grandes campeonatos internacionais confirmaram o aumento de eventos cardiovasculares. Um torneio específico registrou um aumento de 3,7% nas hospitalizações por ataques cardíacos. A condição conhecida como cardiomiopatia de Takotsubo, ou síndrome do coração partido, pode ser desencadeada tanto por angústia quanto por alegria extrema, apresentando sintomas como dor no peito e falta de ar.
Os médicos também apontaram que hábitos associados ao acompanhamento esportivo intensificam o risco. Consumo excessivo de álcool, tabagismo, abuso de cafeína e falta de sono podem agravar os efeitos do estresse. Por isso, especialistas recomendam manter exames em dia e procurar atendimento médico imediato ao sentir dor no peito, falta de ar ou palpitações intensas.

