A Polícia Penal do Rio Grande do Sul implementou a inspeção por scanner corporal para servidores penitenciários que ingressam nas unidades prisionais. A medida visa impedir a entrada de materiais ilícitos e aumentar a segurança dos estabelecimentos. Contudo, especialistas apontam riscos de criar um ambiente de suspeita permanente contra os agentes públicos.
O sistema prisional envolve tensões entre segurança, direitos fundamentais e disciplina. A adoção do scanner corporal, segundo a administração, busca reforçar a proteção contra armas, drogas e celulares. Contudo, críticos argumentam que tratar todos os profissionais como potenciais vetores de risco gera desconfiança institucional.
Profissionais como psicólogos, enfermeiros e policiais penais são agentes concursados, submetidos a rigorosos controles. O analista Rogério Mota, especialista em Ciências Penais, afirmou que a segurança não se constrói apenas com tecnologia. Ela depende da valorização e da confiança entre a administração e os servidores.
Mota declarou que é possível manter controles rigorosos sem desrespeitar a dignidade funcional dos trabalhadores. Ele explicou que a lógica da suspeição pode enfraquecer os agentes que atuam como barreira contra o crime organizado dentro das prisões.

