A comunidade haitiana nos Estados Unidos celebra a Copa do Mundo, vendo na seleção brasileira um elo cultural forte. Moradores da diáspora, que vivem em grandes centros como Nova Jersey e Filadélfia, expressam o orgulho nacional e a resiliência do povo haitiano.
Moradores haitianos recordam momentos marcantes da relação entre o Brasil e o Haiti. Um morador, que assistiu ao amistoso de 2004, disse que a presença da seleção brasileira é constante na vida dos nascidos na ilha caribenha, comparando-a a um “segundo time”. Ele relatou a grande mobilização popular no dia do jogo.
A participação da seleção caribenha na Copa do Mundo é vista como um momento de visibilidade social. Brianna Roy afirmou que o evento permite “mostrar a nossa resiliência e superação”, reforçando a mensagem de presença da comunidade. A mãe de Brianna Roy, Marie Roy, viajou de Los Angeles à Filadélfia para assistir ao jogo.
Apesar do fervor, a comunidade enfrenta obstáculos. Em junho do ano passado, o governo americano bloqueou a emissão de vistos para cidadãos haitianos por razões de segurança nacional. O Haiti, país mais pobre das Américas, possui uma diáspora significativa nos EUA, concentrada em áreas como Flórida e Nova York.

