O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, declarou que o Haiti enfrenta a crise mais grave do hemisfério ocidental. A situação é marcada pela violência de gangues, que forçou 1,5 milhão de pessoas a se deslocarem para o interior do país.
Guterres informou em coletiva de imprensa que a violência das gangues aterroriza a população e deixou mais da metade dos 11,7 milhões de habitantes dependente de auxílio humanitário. O chefe da ONU afirmou que “cada dia é uma luta pela sobrevivência” dos haitianos.
A crise de segurança resultou em 2,3 mil mortes apenas neste ano, segundo a ONU. Guterres também apontou que o recrutamento infantil pelas gangues aumentou, declarando que “agora um em cada dois membros das gangues é uma criança”. Ele criticou a comunidade internacional pela “indiferença” diante da situação do país.
Para combater a violência, a ONU aprovou a Força de Repressão de Gangues (GSF), que prevê um efetivo máximo de 5,5 mil soldados. Contudo, o programa humanitário da ONU para o Haiti está com apenas 24% dos 880 milhões de dólares previstos arrecadados.

