O programa Move Brasil entra em vigor nesta sexta-feira (19) e disponibiliza uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para que taxistas e motoristas de aplicativo financiem carros zero-quilômetro com juros reduzidos. Contudo, a aprovação do financiamento depende da análise de crédito das instituições financeiras, que aplicam critérios rigorosos.
Consultores financeiros explicam que, embora o programa subsidie o custo do dinheiro via BNDES, o risco permanece com a instituição financeira. Segundo Ricardo Hiraki, consultor financeiro pessoal, a maioria das recusas ocorrerá na análise de crédito do banco. André Bobek, CEO da Mhydas Planejamento Financeiro, reforça que o enquadramento nos critérios governamentais não garante a aprovação do crédito, que passa por duas etapas distintas: elegibilidade governamental e avaliação bancária.
Na fase governamental, o motorista deve comprovar cadastro ativo há pelo menos doze meses na plataforma Gov.br e um mínimo de cem corridas no período, sem descontinuidade no histórico de trabalho. Para taxistas, é necessário manter licenças e impostos em dia. Na etapa bancária, a preparação deve começar meses antes: é fundamental consultar o CPF em birôs de crédito, quitar pendências e evitar novos empréstimos.
Para comprovar renda, os especialistas recomendam que o profissional consolide relatórios de ganhos dos últimos três a seis meses e concentre os recebimentos em uma única conta bancária. Ao comparar propostas, André Bobek alerta que o indicador mais importante é o CET (Custo Efetivo Total), que reúne todos os encargos da operação, e não apenas o valor da parcela.

