A suspensão das negociações entre Estados Unidos e Irã e a escalada de conflitos no Oriente Médio reacenderam preocupações com a inflação e os preços do petróleo. O acordo de trégua, que havia acalmado o mercado, mostra sinais de fragilidade, forçando o Federal Reserve a manter a possibilidade de aumento de juros.
O otimismo do mercado, gerado pelo acordo de entendimento (MOU) entre os dois países, diminuiu rapidamente. O pacto inicial havia reduzido o risco geopolítico, o que levou à queda dos preços do petróleo e aliviou a pressão inflacionária. Contudo, as conversas agendadas em Suíça foram suspensas, e houve um aumento de combates entre Israel e Hezbollah, um fator central para o quadro EUA-Irã.
A consequência imediata foi a volatilidade nos mercados de energia. Após o MOU, os preços do petróleo caíram, pois se previa a reabertura do Estreito de Ormuz. Com a suspensão das negociações e a intensificação dos confrontos regionais, a incerteza sobre o trânsito marítimo retornou, e os preços do petróleo voltaram a subir.
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou que a inflação permanece a principal preocupação do banco central. Embora os juros tenham permanecido estáveis, os formuladores de política estão preparados para agir caso a pressão inflacionária retorne. Projeções internas do Fed indicam que nove dos dezenove membros esperam pelo menos um aumento de taxa antes do final do ano.

