A prefeitura do Rio de Janeiro publicou a exoneração de um ex-assessor parlamentar da Companhia municipal de Energia e Iluminação do Rio (Rioluz) nesta sexta-feira. A dispensa ocorreu um dia após a prisão do funcionário, que era alvo de operação por suspeita de ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP).
O ex-assessor, que foi admitido em fevereiro do ano passado, recebia salário líquido de R$ 3,4 mil. A dispensa da função de confiança de subgerente de operação e fiscalização noturna na Zona Norte foi publicada no Diário Oficial. A operação também teve como alvos o deputado estadual Val Ceasa e o ex-vereador Ulisses Marins.
A investigação, conduzida pela Procuradoria-Geral de Justiça, apura indícios de que parlamentares procuraram a Polícia Militar para obter dados sobre uma operação sigilosa que visava a demolição de imóveis ligados ao TCP em Parada de Lucas. O procurador-geral de Justiça Antonio José Campos Moreira afirmou que a apuração busca desvendar como o TCP se entranhou na Casa Legislativa.
Além do ex-assessor, sua companheira também foi presa. A investigação revelou que os alvos da operação estavam ligados a suspeitas de impedir a demolição de um resort de luxo de um chefe da facção. Na casa do deputado Val Ceasa, a polícia apreendeu cerca de R$ 320 mil em dinheiro em espécie.

