As ruínas da Igreja de São José da Boa Morte, em Cachoeiras de Macacu, Rio de Janeiro, guardam vestígios de um passado arquitetônico sofisticado. O templo, hoje marcado por tijolos expostos, possuía revestimentos como azulejos holandeses e piso francês em seu auge.
Os trabalhos de consolidação, iniciados em 2025, são realizados pela Elysium Sociedade Cultural em parceria com a Prefeitura de Cachoeiras de Macacu e a Nova Transportadora do Sudeste (NTS), utilizando a Lei de Incentivo à Cultura. Documentos históricos auxiliam na reconstrução da aparência original do monumento.
Em 1794, um visitador eclesiástico descreveu a capela com estrutura de pau a pique, ornamentos e alfaias em bom estado. A fase mais refinada ocorreu entre 18460 e 1870. Nessa época, o interior recebeu azulejos azuis de origem holandesa, e a sacristia ganhou piso de cerâmica francesa da marca Pierre Maurel.
A igreja permaneceu íntegra até a década de 1940, quando os saques iniciaram o processo de arruinamento. A historiadora Rachel Wider, integrante da equipe da Elysium Sociedade Cultural, afirmou que a análise dos vestígios permite reconstituir parte da trajetória do edifício. Ela comentou: “A partir dessa análise, conseguimos ter uma ideia aproximada de como ela teria sido em seu auge construtivo, mas a verdade é que, enquanto ruína, ela guarda uma beleza única e um poder de nos transportar no tempo”.

