O Brasil registrou 8,4 milhões de analfabetos em 2025, totalizando uma taxa de 4,9%. Este índice representa a primeira vez que o percentual fica abaixo de 5% desde 2016, segundo dados divulgados pelo IBGE. A redução de 592 mil pessoas em relação a 2024 não atendeu à meta do Plano Nacional de Educação.
Apesar da queda nacional, a concentração do analfabetismo permanece alta em certas regiões. O Nordeste concentra a maior parcela desse contingente, com 10,6% dos analfabetos, enquanto o Sudeste apresenta a menor taxa, com 2,3%. A pesquisa também indicou que a população idosa é o grupo mais afetado, respondendo por 58% do total, ou 4,9 milhões de brasileiros.
O analista da pesquisa, William Kratochwill, explicou que a diferença entre os grupos reforça a necessidade de políticas focadas em crianças, jovens e alfabetização de adultos e idosos. Ele afirmou que o analfabetismo segue mais associado aos idosos, indicando maior acesso à escolarização pelas novas gerações.
A desigualdade racial também se manifesta no levantamento. O analfabetismo entre pretos ou pardos com 60 anos ou mais é quase três vezes superior ao de brancos na mesma faixa etária. No ensino superior, a disparidade é acentuada, com a proporção de jovens brancos com diploma sendo mais que o dobro da registrada entre pretos ou pardos.

