A ex-atriz Susana Werner divulgou o início de tratamento com retatrutida, uma substância que não possui aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil e, por isso, tem sua venda proibida no país. A molécula, desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly, ainda está em fase de estudos clínicos e não foi avaliada por agências reguladoras internacionais.
A retatrutida pertence à mesma classe de medicamentos de semaglutida e tirzepatida, indicados para tratamento de diabetes tipo dois e obesidade. Diferentemente de Ozempic e Mounjaro, que concluíram seus estudos clínicos e receberam aval regulatório, a retatrutida ainda não comprovou sua segurança.
A Anvisa emitiu resoluções proibindo todas as versões da substância, em resposta à circulação de produtos irregulares, inclusive importados do Paraguai. Além disso, a agência proibiu marcas paraguaias de tirzepatida e semaglutida que não têm registro nacional.
Autoridades de saúde globais alertam sobre os perigos de versões não aprovadas. O governo canadense, por exemplo, apontou riscos como desequilíbrio hormonal, danos ao fígado e coágulos sanguíneos. No Brasil, a Anvisa e a Polícia Federal realizaram a Operação Heavy Pen para coibir a comercialização ilegal dessas canetas emagrecedoras.

