A Polícia Civil de São Paulo prendeu temporariamente três pessoas em operação contra uma associação criminosa que extorquía passageiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A ação, batizada de Rapere, cumpriu seis mandados de prisão e seis de busca e apreensão em bairros da capital e da região metropolitana.
A investigação teve início após a análise de cerca de 30 boletins de ocorrência. Os criminosos, conhecidos como “arrastadores”, abordavam viajantes nas áreas de desembarque, oferecendo corridas falsas de aplicativo ou táxi. As vítimas eram coagidas a pagar valores muito superiores aos praticados pelo mercado.
Segundo o delegado responsável pela operação, a ação visa encerrar um problema de insegurança que ocorria há anos no terminal aéreo. Ele declarou que a operação marca o fim da impunidade contra os envolvidos, que causavam prejuízos a passageiros, incluindo idosos, turistas e estrangeiros.
A Polícia Civil identificou pelo menos seis integrantes do grupo e localizou sete vítimas, algumas residentes em outros estados ou no exterior. As diligências continuam para localizar outros investigados e apurar a participação dos suspeitos em estelionato e extorsão contra passageiros que chegavam à capital paulista.

