O governo de São Paulo atualizou a metodologia de segurança hídrica do estado, incorporando uma série histórica de 15 anos e uma curva específica para o Sistema Cantareira. A mudança visa ampliar a capacidade de antecipar riscos, definindo a faixa de atuação pela condição mais restritiva entre o Cantareira e o Sistema Interligado Metropolitano (SIM).
A atualização técnica, que faz parte de um aperfeiçoamento previsto, passa a analisar dados de 15 anos, permitindo maior precisão na projeção de cenários. A nova abordagem considera eventos climáticos como El Niño e La Niña, o que torna as projeções mais consistentes com o comportamento real do ciclo hidrológico, diferentemente da referência anterior baseada apenas em 2021.
O Sistema Cantareira receberá acompanhamento individualizado, pois seu comportamento difere do conjunto do SIM. A faixa de atuação será determinada pelo cenário mais crítico entre os dois sistemas, adotando um princípio de prudência. A metodologia é descrita como mais preventiva e conservadora, permitindo a adoção de medidas antes de situações adversas.
A avaliação das faixas ocorrerá mensalmente, com emissão de nota técnica pelo Comitê de Integração das Agências para a Segurança Hídrica. A metodologia não altera o abastecimento imediatamente, mas reforça a necessidade de consumo consciente. A redução de pressão noturna, por exemplo, gerou economia de 158 bilhões de litros de água entre agosto de 2025 e junho de 2026.

