Grandes empresas de tecnologia, como Meta e Uber, estão restringindo o uso de inteligência artificial após observar um aumento exponencial nos custos operacionais. A prática anterior, conhecida como “tokenmaxxing”, cede lugar ao “tokenminning”, focando na otimização de gastos.
No início do ano, o incentivo corporativo era maximizar o uso de IA, onde “token” representa uma unidade de consumo da tecnologia. Funcionários de empresas como Meta e Amazon competiam em rankings de uso. Contudo, o alto custo das ferramentas fornecidas por Anthropic e OpenAI forçou uma reviravolta na estratégia.
A Meta comunicou aos colaboradores a limitação do uso de IA devido ao aumento de custos. A Uber, por sua vez, impôs limites mensais às ferramentas de programação com IA após consumir todo o orçamento projetado em apenas quatro meses. O Walmart também estabeleceu restrições para diferentes ferramentas de IA.
Especialistas apontam que a filosofia anterior priorizava volume em detrimento da eficiência. Rob May, CEO da Neurometric, afirmou que a busca por uso máximo de tokens não garantia retornos claros. Ele sugere que o caminho futuro é usar IA de ponta somente em tarefas complexas, trocando por modelos mais baratos nos demais casos, o que pode gerar economia de até 90%, segundo Andy Markus, diretor de IA da AT&T.

