A relação entre o presidente dos Estados Unidos e a primeira-ministra da Itália enfrenta instabilidade após uma troca de acusações no G7, realizado em Évian, França. O presidente americano alegou que a líder italiana teria pedido para tirar uma foto com ele, o que foi negado por ela e repudiado pelo ministro das Relações Exteriores italiano, que cancelou sua visita a Washington.
A polêmica surgiu após o presidente dos EUA afirmar que a líder italiana teria “implorado” por um encontro durante a cúpula. A premiê italiana refutou a declaração, dizendo que o presidente americano “inventou completamente a história” e ressaltou que nem ela nem a Itália “imploram” por fotografias. Ela comentou que o comportamento do presidente americano não é inédito e lamentou a falta de determinação dele contra inimigos do Ocidente.
O desgaste entre os dois líderes se acumulava há meses. A primeira-ministra italiana adotou posições divergentes em relação a iniciativas da Casa Branca, notadamente sobre o conflito com o Irã e críticas feitas pelo presidente americano ao pontífice. A italiana considerou “inaceitáveis” os ataques do presidente americano ao papa Leão XIV.
A crise ganhou contornos diplomáticos quando o ministro das Relações Exteriores italiano classificou as declarações do presidente dos EUA como “graves” e “ofensivas”. Integrantes do governo italiano acusaram o presidente americano de prejudicar a relação histórica entre os Estados Unidos e a Europa, enquanto a Casa Branca não comentou oficialmente o episódio.

