O Brasil usará uma combinação inédita de camisa azul e meias pretas contra o Haiti, na Copa do Mundo de 2026. A escolha do uniforme, que não é utilizada desde 1934 em Copas, evoca histórias de decisões históricas, como a busca por um traje alternativo na Argentina e a homenagem à padroeira em 1958.
A história do uniforme azul brasileiro, hoje variação da clássica “amarelinha”, possui paralelos com a saga argentina. Naquele torneio, Carlos Salvador Bilardo decidiu que a seleção não usaria novamente camisas azuis já empregadas contra o Uruguai. Rubén Moschella, funcionário da Federação Argentina de Futebol (AFA), buscou modelos em lojas da capital mexicana para auxiliar na decisão.
No Brasil, a origem da camisa azul é menos conhecida. Em 1958, poucas horas antes da final, os brasileiros souberam que a seleção anfitriã vestiria amarelo. Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação sul-americana, organizou uma jornada por lojas de Estocolmo. Ele optou por uniformes azuis em homenagem à Virgem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.
Apesar de não terem o mesmo acabamento que o uniforme usado por Diego Maradona contra a Inglaterra, o Brasil venceu a final de 1958 por 5 a 2, conquistando o primeiro título mundial. A partir desse momento, o país disputou 12 partidas com o manto azul. Na Copa de 2026, a seleção enfrentará o Haiti com a combinação azul e meias pretas, que foi testada em amistoso contra o Egito.

