A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense apreendeu os celulares de parentes de um menino de 11 anos que morreu no Rio de Janeiro. O caso investiga a morte da criança após a ingestão de terbufós-sulfóxido, popularmente chamado de chumbinho.
A investigação, conduzida pela DHBF, apura a morte da criança, cujo corpo foi sepultado no Cemitério da Vila Rosali, em São João de Meriti, no último sábado (13). O laudo toxicológico confirmou a ingestão do chumbinho, substância raticida frequentemente comercializada ilegalmente. A substância foi detectada no lavado gástrico analisado pelo Instituto Médico Legal (IML).
Foram apreendidos os aparelhos do pai, da mãe, do padrasto e da madrasta da criança. Agentes policiais realizaram perícia no local da residência, utilizando scanner e reprodução simulada. Além disso, foi coletado material genético de todos que tiveram contato com o menino.
Parentes informaram que o quadro de saúde da criança piorou após ela comer um pedaço de bolo em uma festa da avó materna, ocorrida em 31 de maio. A DHBF considera o envenenamento proposital a principal linha de investigação, enquanto peritos também encontraram vestígios de lidocaína e midazolam no material coletado.

