O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026, que o Partido Liberal (PL) cesse o impulsionamento de um vídeo que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a investigados por facções criminosas.
A decisão também obriga a plataforma Meta a remover o impulsionamento futuro que sugere a relação do presidente a “supostos serviços e ações do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas”. A representação foi ajuizada pela Federação Brasil da Esperança, que representa a pré-candidatura de Lula, contra o diretório nacional do PL.
Segundo a ação, a legenda do senador Flávio Bolsonaro (PL) pagou R$ 4.500,00 para impulsionar o conteúdo nas redes sociais. A defesa do partido alegou que o vídeo “mescla recortes isolados de notícias policiais envolvendo influenciadores e cantores recentemente presos em operações policiais a fim de classificá-los como aliados de Lula”.
Mendonça explicou que a vedação se aplica ao uso de recursos financeiros para promover artificialmente conteúdo destinado à depreciação de adversário político. O ministro declarou: “O que se veda, para fins de impulsionamento pago, é a utilização de recursos financeiros para promover artificialmente conteúdo destinado à depreciação de adversário político”.
O ministro ressaltou que sua decisão liminar se restringe ao vídeo citado, e não impede o partido de realizar críticas políticas ao presidente, desde que não haja impulsionamento pago de conteúdo negativo contra o adversário.

