Um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã reduziu tensões no Oriente Médio, gerando alívio nos mercados globais na sexta-feira (19). A reabertura parcial da navegação no Estreito de Ormuz influenciou positivamente o humor da Bolsa, mas a cautela persiste devido aos juros e ao preço do petróleo.
A descompressão geopolítica foi notada pelos investidores, que observaram a queda do petróleo, que oscilava perto de US$ 100 e agora se mantém abaixo de US$ 80. O diretor de investimentos e negócios da Pilar Capital, Cássio Viana de Jesus, afirmou que a desescalada já estava parcialmente precificada, mas o mercado ainda questiona a estabilidade do memorando.
No Brasil, o impacto do noticiário externo foi limitado. O Ibovespa operou de lado, influenciado pela Petrobras, que tende a sofrer com o recuo do barril. O ambiente doméstico adiciona cautela, pois o mercado ainda digere os sinais de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, após decisões do Copom e do Federal Reserve.
Viana comentou que a perspectiva de juros elevados por mais tempo mantém o investidor em modo defensivo. Ele defendeu a diversificação, apontando a renda fixa e o setor imobiliário como alternativas de proteção. O dólar, segundo ele, segue relevante como peça de diversificação de portfólio, refletindo fluxos globais.

