O consumo de produtos importados no Brasil atingiu o maior patamar da série histórica iniciada em 2003, representando 26,7% do mercado nacional no ano passado. Esse avanço ocorre enquanto a indústria de transformação registra um déficit comercial de US$ 71,3 bilhões, o maior desde 1997, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).
A indústria de transformação, responsável por converter matérias-primas em produtos acabados, enfrentou resultados comerciais negativos nas últimas décadas. O levantamento, que será apresentado a pré-candidatos à Presidência da República na próxima segunda-feira, 22, aponta que o aumento da participação de produtos importados e o resultado da balança comercial refletem desafios de competitividade e capacidade produtiva do país.
A gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, declarou que o Brasil terá dificuldades para aumentar a agregação de valor das exportações sem uma estratégia que combine defesa comercial efetiva, diplomacia econômica ativa e inserção internacional estratégica.
A CNI destaca que o setor produtivo precisa ampliar sua inserção em cadeias globais e adotar medidas que estimulem a inovação. O estudo, intitulado “Construindo o Brasil 2050”, reúne diagnósticos e sugestões para o desenvolvimento econômico nacional.

