Ministros aliados de Keir Starmer pressionam o líder do Reino Unido a anunciar um calendário de saída do cargo até o fim deste fim de semana. A pressão ocorre após a vitória expressiva de Andy Burnham na eleição parcial de Makerfield, que coloca o premiê em risco de expulsão pelo próprio partido.
A exigência de um cronograma de saída se intensificou após Starmer ligar para integrantes do gabinete na sexta-feira para reafirmar sua intenção de permanecer no poder. A ministra dos Transportes, Heidi Alexander, teria manifestado preocupações durante a conversa, segundo fontes próximas ao governo. Ed Miliband e Shabana Mahmood já haviam sugerido anteriormente que o premiê estabelecesse um prazo para deixar o cargo.
Fontes seniores do Partido Trabalhista avaliam que, caso Starmer não renuncie ou não sinalize uma transição no fim de semana, haverá uma pressão aberta na reunião de gabinete de terça-feira. A comparação com o colapso do ex-premiê Boris Johnson foi usada como alerta. Starmer, questionado por jornalistas, afirmou que concorrerá se houver disputa, mas alertou que o processo “mergulharia [o país] no caos”.
Andy Burnham, prefeito de Manchester, conquistou uma cadeira no Parlamento na quinta-feira (18) e deve viajar a Londres na segunda para se reunir com parlamentares trabalhistas, visando a liderança. Aliados de Starmer argumentam que o candidato de Burnham ainda não enfrentou escrutínio real, mas o apoio a Darren Jones, secretário-chefe do Tesouro, cresce entre os que resistem à candidatura de Burnham.

