O PicPay declarou nesta sexta-feira (19) que não houve irregularidades ou cobranças indevidas na folha de pagamento de servidores do Distrito Federal. O banco digital foi alvo de operação do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT), que investiga descontos de R$ 81 milhões entre 2024 e 2025.
A empresa afirmou em nota que a antecipação salarial constitui um benefício gratuito. A cobrança de uma taxa operacional, contudo, é opcional, caso o servidor escolha receber o recurso diretamente em conta corrente. Segundo o PicPay, a modalidade não se enquadra como crédito consignado ou empréstimo, e segue as normas do Código de Defesa do Consumidor e do Banco Central.
A operação do MPDFT ocorreu após inspeção do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). A corte apontou que o PicPay teria realizado descontos totais de R$ 81 milhões nos salários de servidores do GDF no período de 2024 a 2025. A ação também tem como alvos o CEO da PicPay, o diretor da empresa e o ex-presidente do BRB.
A empresa reafirmou que não houve qualquer irregularidade na oferta do produto e declarou que segue colaborando com as autoridades competentes. Para explicar o funcionamento do serviço, o PicPay adotou a divulgação de um vídeo explicativo.

