A Polícia Civil do Distrito Federal comunicou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que não conseguiu intimar pessoalmente o ex-presidente para prestar depoimento. A tentativa de cumprimento da diligência, referente a um inquérito sobre arma registrada em seu nome, foi impedida pela equipe de escolta.
Em ofício enviado ao STF na quarta-feira (17), a 17ª Delegacia de Polícia de Taguatinga solicitou autorização para que o ex-presidente fosse formalmente intimado para uma audiência. Segundo o delegado Thiago Boeing Schemes da Silva, a entrega da intimação fracassou porque a equipe responsável pela escolta do ex-presidente não permitiu o ato, impossibilitando a ciência pessoal do intimando.
O depoimento investiga uma arma registrada em nome do ex-presidente, encontrada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal. A investigação busca esclarecer como o armamento saiu da posse direta do ex-presidente e retornou à sua residência.
Diante do relato, Alexandre de Moraes proferiu nova decisão. Embora a polícia tenha pedido a oitiva por videoconferência em 24 de junho, o ministro determinou que o depoimento ocorra presencialmente, às 15h do dia 23 de junho, na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária. Moraes justificou a mudança alegando restrição legal para o uso de comunicações eletrônicas pelo ex-presidente.

