Um boletim médico divulgado nesta sexta-feira, 19, aponta evolução no tratamento do ex-presidente, com melhora no ombro operado e nas crises de soluço. Paralelamente, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu a revogação da prisão domiciliar, citando que a escolta impediu intimação policial.
O relatório fisioterapêutico, referente a sessões realizadas entre 15 e 17 de junho, descreveu que o ex-presidente demonstrou maior disposição física e redução de dor, com ganho de mobilidade. Os médicos afirmaram que houve boa resposta ao tratamento do soluço, mas registraram efeitos colaterais dos medicamentos, como sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio corporal.
O pedido de revogação da prisão domiciliar é o segundo registrado por Lindbergh Farias. O deputado alegou que a escolta impediu um delegado da Polícia Civil do Distrito Federal de intimá-lo para prestar depoimento sobre uma arma apreendida com um de seus seguranças. Para o parlamentar, a prisão domiciliar não protege o ex-presidente de ações do Estado.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente preste depoimento à PCDF. A autoridade determinou que a oitiva fosse presencial, na residência onde ele cumpre pena, no dia 23 de junho, às 15h. O ex-presidente foi condenado pelo STF a uma pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado e obteve a prisão domiciliar humanitária monitorada por 90 dias.

