A Polícia Federal investiga possíveis esquemas de corrupção ligados ao Banco Master. Mensagens encontradas no celular do fundador da instituição indicam que um senador foi citado como possível intermediário para encaminhar um recado ao presidente da República. A investigação, parte da operação Compliance Zero, teve o político como alvo de busca e apreensão.
A 9ª fase da operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho de 2026, teve o senador como alvo de mandado de busca e apreensão. A investigação apura suspeitas de que o político tenha recebido vantagens indevidas do ex-sócio do fundador do banco, por meio da compra de um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões e pagamentos de R$ 3,5 milhões a uma empresa ligada a um familiar.
Segundo a Polícia Federal, as conversas mostram que o fundador do Master mantinha contato frequente com o senador e tinha acesso direto ao seu telefone. Os investigadores afirmam que o fundador demonstrava influência sobre políticos da Bahia. A troca de mensagens que menciona o presidente ocorreu em 17 de julho de 2024 entre o fundador e um diretor comercial do Banco Master.
O senador negou qualquer envolvimento com o fundador do banco. Em nota, ele afirmou que não tem relação com o indivíduo e que não pode ser responsabilizado por conversas de terceiros, pois “não existiu intermediação e não existe relação”.

