Mais de cem pessoas, incluindo exilados de firmantes de paz, manifestaram preocupação com o futuro do acordo de paz na Colômbia. A apreensão surge com a proximidade da eleição do sucessor do presidente Gustavo Petro, em 21 de junho.
O sentimento de apreensão foi reforçado por eventos passados. Em dois de outubro de dois mil dezesseis, cinquenta e um vírgula oito por cento dos eleitores colombianos votaram não ao Acordo de Paz com a então guerrilha das FARC. O resultado demonstrou a dificuldade de iniciar o processo de reincorporação.
Um exilado, de cinquenta anos, declarou que a mudança de governo anula avanços. Segundo o depoimento, “Cada quatro anos chega um novo governante que muda tudo e desmonta o que se havia construído antes. O acordo se ha ido diluindo de governo em governo”.
A preocupação dos exilados abrange a vida de seus companheiros e a manutenção dos termos acordados, visto que a instabilidade política representa risco para a consolidação da paz no país.

