Um robô chamado Alter-Ego está sendo testado no Hospital Maugeri, em Milão, para auxiliar a equipe de saúde e interagir com pacientes. O dispositivo, que mede 1,2 metro, pode executar tarefas básicas, como registrar o nível de dor dos pacientes, enquanto os dados são enviados à enfermagem.
O robô, resultado de parceria entre o Instituto Italiano de Tecnologia e a Universidade de Pisa, pode desempenhar funções variadas. Ele pode representar um médico em atendimento remoto, levar água a um paciente ou acompanhá-lo a salas de tratamento. Em testes com pessoas com esclerose lateral amiotrófica (ELA), o dispositivo utiliza inteligência artificial para coletar informações vitais.
Christian Lunetta, diretor do departamento de reabilitação neuromotora da instituição, explicou que, apesar do receio inicial, os pacientes ficaram satisfeitos com o robô, pois ele foi projetado para despertar curiosidade. O projeto, que atualmente é controlado remotamente, passará a operar de forma autônoma a partir de julho.
Manuel Catalano, do Instituto Italiano de Tecnologia, afirmou que o experimento visa entender os limites do robô em ambiente hospitalar, com potencial de auxiliar pacientes em suas casas no futuro. Lunetta comentou que as instituições possuem tarefas repetitivas que podem ser delegadas, o que permitiria valorizar mais o trabalho humano.
A neurologista Rachele Piras observou que, embora o robô seja capaz, ninguém cogitou delegar a administração de medicamentos a ele. Contudo, o dispositivo pode facilitar que pacientes façam pedidos diretamente, diminuindo a demanda sobre os cuidadores.

