Estudantes nos Estados Unidos estão alterando suas escolhas acadêmicas devido ao receio de substituição por inteligência artificial. O Goldman Sachs divulgou dados que mostram que o mercado de trabalho para recém-formados enfraquece mais que para o trabalhador médio desde 2024, com a IA ocupando funções de escritório.
O relatório do Goldman Sachs, baseado em dados da Pesquisa da Comunidade Americana (ACS), avaliou a exposição de graduados em mais de 180 cursos. A metodologia multiplicou o indicador de risco de substituição de cada ocupação pela sua participação entre recém-formados. Os analistas identificaram que cursos como Ciência da Computação e Estatística apresentam maior risco de substituição pela IA. Em contrapartida, as áreas de saúde e educação registraram os menores índices de exposição.
Os dados do ano acadêmico de 2025-26 indicam uma mudança de comportamento inédita. Pela primeira vez, o banco constatou uma correlação estatisticamente significativa entre o risco de automação e a escolha dos cursos. Isso demonstra que os alunos estão reagindo ao cenário tecnológico, migrando para áreas com maior demanda de trabalho e crescimento salarial.
O Goldman Sachs explica que essa resposta acelerada é atípica. Antes de 2024-25, não havia correlação relevante entre matrículas e risco de IA. O documento conclui que a preocupação com a IA tornou-se um fator determinante na decisão universitária, sugerindo que trabalhadores jovens podem se adaptar à disrupção tecnológica com mais flexibilidade que os mais velhos.

