Um relatório aponta que a ideologia e o medo de acusações de racismo permitiram que crimes graves contra meninas ocorressem por décadas no Reino Unido. O documento, que registra mais de 250 mil vítimas, detalha como a estrutura estatal falhou em proteger as crianças.
O relatório Lowe, elaborado por Rupert Lowe, parlamentar do partido Restore Britain, revela que a combinação de receio de acusações de racismo e a busca por apoio eleitoral de certas demografias permitiu a proliferação de crimes. Segundo o prefácio, o mal se metastatizou no corpo do Estado britânico, pois o politicamente correto prevaleceu sobre a proteção infantil.
A análise, baseada em 219 páginas de evidências institucionais, depoimentos e registros judiciais, indica que a inação de agentes públicos não foi resultado de crueldade. Policiais e assistentes sociais agiram por medo de serem acusados de racismo, conforme documentado no relatório.
O documento descreve um padrão nacional, não apenas falhas locais. A obsessão com a “sociedade aberta”, afirma Lowe, criou uma barbárie. O relatório conclui que a classe política calculou que o custo eleitoral de confrontar as organizações criminosas era maior que o custo humano de ignorá-las.

