Estudos recentes indicam que o jornalismo gerado por Inteligência Artificial provoca desconfiança no público, que prefere o toque humano. Pesquisas apontam que a supervisão humana e a transparência são fatores determinantes para a credibilidade dos veículos de comunicação.
Um estudo experimental realizado no Chile, conduzido por Sebastián Valenzuela, Ingrid Bachmann, Porismita Borah e Natalia Solís Valdés, avaliou políticas de IA em veículos de mídia. Os autores descobriram que a supervisão humana foi o fator de maior influência na percepção de credibilidade. Veículos que exigiam revisão humana de todo o conteúdo gerado por IA foram considerados mais críveis e escolhidos como fontes de notícias com mais frequência.
Em um estudo qualitativo, Jessica Zier e Nicholas Diakopoulos investigaram as expectativas do público sobre a rotulagem de IA. Os entrevistados afirmaram que há uma diferença vital entre um artigo inteiramente escrito por IA e um apenas auxiliado por IA. Diante da preocupação com vieses e alucinações, a revisão humana foi vista como essencial, e os rótulos devem atender a essa necessidade.
Os autores sugerem recomendações práticas: os rótulos devem ser precisos, sem tecnicismos, e posicionados no topo do artigo para evitar engano. A padronização das etiquetas é vista como necessária para evitar confusão entre os leitores.

