O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um quadro de neurodesenvolvimento com base biológica documentada, influenciado por fatores genéticos. Especialistas explicam que o transtorno se manifesta precocemente e afeta a sociabilidade, a comunicação e o padrão de comportamento do indivíduo.
A psiquiatra Daniela Bordini, coordenadora do Ambulatório de Cognição Social da Unifesp, afirmou que o TEA impacta diferentes áreas ao longo da vida. Ela explicou que o termo “espectro” refere-se à heterogeneidade clínica do quadro, pois as características e necessidades das pessoas diagnosticadas variam muito.
A psicóloga Tatiana Mecca, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, enfatizou o papel de familiares e professores na identificação. Um estudo do Instituto Steinkopf, que analisou mais de 23 mil indivíduos, revelou que mais de 50% dos primeiros sinais são notados por familiares, e cerca de 9,5% são percebidos por educadores.
No primeiro ano de vida, os sinais iniciais são inespecíficos. Entre eles, estão prejuízos no desenvolvimento motor, alterações no sono e dificuldades na comunicação não verbal. A especialista apontou a qualidade do contato visual do bebê com figuras de referência como um aspecto a ser observado, além de baixa resposta ao ambiente e sorriso social diminuído.

