Um casal do Acre enfrenta a rotina de cuidados com a filha diagnosticada com anemia falciforme, uma doença hereditária e crônica. O diagnóstico, feito pelo teste do pezinho, revelou que a condição exige monitoramento constante e pode gerar crises graves.
A condição afeta os glóbulos vermelhos, deformando-os em formato de foice, o que dificulta a circulação pelo corpo e provoca dores intensas. A família relata que o acompanhamento especializado, que inclui consultas frequentes e medicamentos, é permanente. A menina precisou de quatro transfusões de sangue em três anos, e os pais monitoram fatores como frio ou calor, que podem desencadear crises.
Os pais apontam dificuldades na rede de atendimento. Um dos responsáveis defendeu que o estado precisaria de mais hematologistas e de um hospital específico para o tratamento, evitando o uso constante de pronto-socorros comuns. A mãe destacou que a doença exige restrições severas, impedindo atividades físicas intensas ou viagens para locais frios, pois tudo pode alterar a oxigenação do sangue.
O hematologista Leonardo Assad explicou que a mutação na hemoglobina forma a hemoglobina S, deformando a hemácia. Segundo o especialista, o diagnóstico precoce, realizado pelo teste do pezinho, é fundamental para reduzir riscos e garantir melhor qualidade de vida ao paciente.

