A Microsoft anunciou o Workplace Check-in, um novo recurso do Microsoft Teams que analisa a conexão Wi-Fi de um trabalhador para transmitir sua localização à equipe, incluindo o supervisor. O programa, que tem sido adiado desde o final de 2025, levanta preocupações sobre o aumento da vigilância no ambiente corporativo.
O Workplace Check-in é uma extensão de funcionalidade já existente no Teams, originalmente destinada a facilitar reservas de salas. Segundo a empresa, ao conectar-se ao Wi-Fi da companhia, o Teams atualizará a localização de trabalho do usuário, exibindo o edifício onde ele está. A Microsoft afirma que o recurso está “desativado por padrão” e que os usuários sempre podem escolher permitir ou recusar o compartilhamento de dados.
Apesar da alegação de controle do usuário, críticos apontam que gestores podem exigir a ativação da função sob ameaça de medidas disciplinares. Em uma discussão no subreddit do Teams, um questionamento sobre o design do sistema para monitorar funcionários recebeu resposta de Lan Ye, presidente do Grupo de Experiências de Trabalho da Microsoft. Ye declarou que o Teams “não rastreia movimentos ou frequência de funcionários”.
A empresa explicou que o Teams possui uma função opcional para manter o status de escritório ou remoto atualizado, auxiliando a coordenação entre colegas. Contudo, a análise aponta que, embora a Microsoft não rastreie diretamente, ela fornece às empresas as ferramentas para que o monitoramento seja realizado.

