A Justiça de Mato Grosso suspendeu a determinação de retorno de sete irmãos, com idades entre 11 meses e 11 anos, ao convívio dos pais. As crianças estão acolhidas em instituição desde o início de junho, após serem encontradas sozinhas em casa com condições precárias.
A decisão foi proferida pelo desembargador Luiz Octávio O. Saboia Ribeiro, que reformou a ordem anterior. O magistrado entendeu que não há elementos suficientes para justificar o retorno imediato dos menores, pois não foram constatadas mudanças significativas na dinâmica familiar que demonstrem superação dos fatores de risco.
Os pais, uma mulher de 32 anos e um homem de 35 anos, foram presos em flagrante por abandono de incapaz, mas foram liberados após audiência de custódia. O desembargador afirmou que relatórios técnicos indicavam apenas uma reintegração gradual e criteriosa, condicionada ao acompanhamento dos pais e à redução da vulnerabilidade.
As crianças foram retiradas do convívio após denúncia do Conselho Tutelar. A Polícia Militar relatou que seis dos menores foram encontrados sozinhos em imóvel com forte cheiro de urina, baratas, alimentos estragados e sem comida na geladeira. A decisão mantém o direito de visita dos pais e o acompanhamento psicossocial da família.

