Um tribunal espanhol determinou neste sábado (20) que a esposa do primeiro-ministro Pedro Sánchez será julgada por corrupção e teve seu passaporte retido. A decisão judicial aprofunda os escândalos que envolvem o chefe de governo, cuja liderança depende de coalizão no parlamento.
A investigação judicial foca na criação de uma cátedra na Universidade Complutense de Madri, que a esposa codirigiu. A suspeita aponta para o uso de recursos públicos e contatos pessoais para promover interesses privados, conforme detalhou a decisão.
O juiz responsável, Juan Carlos Peinado, ordenou que a esposa entregue o passaporte e se apresente às autoridades duas vezes por mês até o veredito. O tribunal informará todos os postos fronteiriços e aeroportos civis e militares para garantir o cumprimento da ordem.
O partido socialista (PSOE) defendeu a inocência da investigada, alegando que ela vem sendo perseguida judicial e politicamente. Tanto o chefe do governo quanto a esposa negam as acusações, enquadrando o caso em uma campanha da direita para enfraquecer seu governo minoritário.

