O ex-vice-prefeito de Ibitirama, no Espírito Santo, deixou a prisão na sexta-feira (19) após ser condenado a 3 anos e 11 meses pela morte da esposa. O Tribunal do Júri desclassificou a acusação de feminicídio, entendendo que o caso se enquadra como homicídio culposo.
A decisão do júri, ocorrida em Cachoeiro de Itapemirim, após transferência do processo da comarca de Ibitirama, também condenou o ex-gestor por posse ilegal de arma de fogo e fraude processual. O juiz autorizou que ele recorra em liberdade, e o alvará de soltura foi expedido nesta sexta, segundo a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).
A vítima faleceu em abril de 2023, após ser atingida por um tiro no peito. Na época, o ex-vice-prefeito afirmou à polícia que a esposa havia tirado a própria vida. Contudo, a investigação inicial concluiu pelo indiciamento por feminicídio.
A decisão do júri contrariou a tese do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), que defendia a condenação por feminicídio. O órgão informou que recorrerá da sentença. Laudos periciais indicaram ausência de marcas típicas de disparo à curta distância, o que enfraquecia a hipótese de suicídio perante a Polícia Civil.

