A região de Campinas, em São Paulo, registrou 339 prisões de motoristas por embriaguez ao volante em 2025, conforme dados da Lei de Acesso à Informação (LAI). O número representa um aumento de 48% em relação ao ano anterior e é o maior desde 2021.
Em 2025, as cidades de Campinas e Piracicaba contabilizaram um total de 546 prisões pelo mesmo crime. Piracicaba registrou 207 detenções, marcando também um recorde desde 2021. Em Campinas, até junho, agentes de trânsito realizaram quase 13 mil testes do bafômetro, autuando 411 motoristas, sendo 400 por se recusarem a soprar o aparelho.
Marcelo Carpenter, coordenador de Fiscalização e Operação do Trânsito da Emdec, explicou que a recusa ao teste indica que o motorista fez uso de álcool e se recusa a incorrer no crime de trânsito. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, dirigir entre 0,05 e 0,33 de álcool gera multa gravíssima (vezes 10) e suspensão de habilitação por 12 meses. Acima de 0,33, configura crime de trânsito.
A advogada Camila Moura afirmou que a recusa ao bafômetro também implica multa e suspensão da carteira, com valor idêntico ao de quem é constatado com álcool. Um familiar relatou o impacto da imprudência, após o irmão ser atropelado em Limeira em 2023 por um motorista de 23 anos que dirigia após beber.

