A Polícia Civil do Tocantins concluiu o inquérito da Operação Falsa Emergência e indiciou dez pessoas por irregularidades no contrato de R$ 139 milhões para a gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas. A investigação aponta indícios de fraude no processo de contratação e possível desvio de recursos públicos.
A apuração revelou atuação coordenada entre agentes públicos e particulares para viabilizar a parceria. Entre os indiciados estão a ex-secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski, o ex-superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, e a empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, apontada como lobista do contrato.
Os dez envolvidos foram indiciados por crimes como peculato-desvio, corrupção passiva majorada, corrupção ativa majorada, associação criminosa, lavagem de capitais, favorecimento pessoal e falso testemunho. Três dos indiciados permanecem presos preventivamente, segundo a Polícia Civil, por suposta tentativa de interferir nas apurações.
A investigação, que utilizou análises documentais e exames financeiros, identificou direcionamento da parceria e supressão de etapas legalmente exigidas. Apesar das denúncias, o contrato de terceirização das UPAs, que prevê o repasse de R$ 139 milhões pelo período de 12 meses, segue em vigor.

