Uma startup americana, a Clair Health, lançou a primeira pulseira capaz de detectar mudanças nos níveis de hormônios femininos. O dispositivo utiliza algoritmos de aprendizado de máquina para analisar mais de 130 biomarcadores fisiológicos, como temperatura e frequência cardíaca, e tem lançamento previsto para novembro deste ano.
A empresa, formada por ex-alunos da Universidade de Stanford, recebeu um investimento de US$ 11,6 milhões, o que equivale a cerca de R$ 60 milhões na cotação atual. Mais de 25 mil pessoas já se inscreveram na lista de espera antes do lançamento oficial.
A pulseira identifica variações em estrogênio, progesterona, LH e FSH. A primeira versão do software, Clair 1.0, será comercializada como um dispositivo de bem-estar geral, sem exigir autorização da Food and Drug Administration (FDA). Contudo, a empresa afirmou que o aparelho foi validado em comparação com testes hormonais domiciliares registrados pela agência.
A Clair Health desenvolve a versão Clair 2.0, que buscará a aprovação da FDA para apresentar alegações de uso médico. A startup prometeu que todos os dispositivos Clair 1.0 receberão a atualização para a versão 2.0 remotamente, sem custo adicional. O produto custará US$ 369, incluindo seis meses do plano Clair Pro, e a assinatura mensal subsequente será de US$ 9,99.

