A defesa do ex-presidente reconheceu que ele solicitou ajuda a um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para consertar uma pistola Glock 9mm registrada em seu nome. A equipe de defesa afirmou que as condições de saúde mental do político levaram os seguranças a tornar a arma inoperante.
O documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) explicou que as medicações psiquiátricas afetaram a cognição do ex-presidente. Segundo os advogados, essa condição levou a equipe de segurança a retirar o percussor da arma, sem o conhecimento prévio do político.
A pistola foi apreendida durante uma blitz da Polícia Militar em Brasília, na última segunda-feira (15). O militar que conduzia o veículo, Estácio Leite da Silva Filho, prestou depoimento e foi liberado, alegando que o armamento seria devolvido após os reparos.
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão e está em prisão domiciliar humanitária desde 24 de março deste ano. A defesa declarou que o político não tem interesse na restituição da arma enquanto estiver sob custódia domiciliar.

