Goiás se estabelece como o segundo maior polo de manutenção aeronáutica do Brasil, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O estado possui 75 bases certificadas e abriga a quarta maior frota agrícola do país, impulsionando a aviação executiva e agrícola.
O avanço do setor aeronáutico goiano reflete-se na expansão de hangares e centros especializados. O estado registra 1.723 aeronaves ativas e conta com 26 aeródromos públicos e 230 privados, sustentando a aviação executiva e agrícola. Empresários afirmam que a pujança do setor deriva do perfil econômico do estado, apoiado pelo agronegócio e pela localização central do país.
O Aeródromo Nacional de Aviação (ANA), em Goiânia, transformou-se em um polo de manutenção, reunindo mais de cem hangares e recebendo aeronaves de diferentes estados para reparos e revisões. O complexo gera cerca de 1,5 mil empregos diretos e busca se tornar referência na manutenção de drones e aeronaves agrícolas.
Apesar do crescimento, a escassez de mão de obra qualificada é um gargalo apontado por especialistas. A formação de mecânicos e inspetores exige capacitação longa. O secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Ramos Longo, informou que a Secretaria Nacional de Aviação Civil prepara um programa de formação para suprir a demanda.
Novos empreendimentos, como o AeroParque Bela Vista e o Antares Polo Aeronáutico, prometem ampliar a vocação aeronáutica do estado. O setor gera mais de mil empregos diretos apenas em Goiânia, consolidando a região como um centro de desenvolvimento da aviação nacional.

