O ministro André Mendonça foi confirmado como líder da minoria na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em 16 de junho. A decisão, tomada por três votos a um, manteve presos o pai e o primo de um indivíduo investigado no caso Banco Master.
Mendonça precisou de apenas dois aliados para obter a vitória na turma, contando com o apoio de Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, que também integram o colegiado. A situação de Mendonça foi facilitada após Dias Toffoli se declarar impedido de julgar o caso Master.
Gilmar Mendes manifestou-se contra a decisão, defendendo a transferência dos investigados para prisão domiciliar. O ministro fez críticas à condução das investigações, comparando os métodos utilizados aos da Lava Jato. O relator do caso Master, no entanto, manteve sua posição.
Em declaração pública, o relator afirmou que não prende ninguém para forçar acordo de delação premiada. Ele criticou a defesa por propor uma delação seletiva, dizendo: “Não faço questão de delação. Agora, delação seletiva? Comigo, não!”. A vitória na Segunda Turma garante a manutenção da prisão dos investigados, apesar da discordância de alguns colegas do STF.

