Um empresário, preso há mais de dois meses sob suspeita de fraudes financeiras no Banco Master, é investigado por gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. A Operação Compliance Zero aponta que o indivíduo teria oferecido vantagens a políticos de direita, centro e esquerda.
A investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF), apura que o empresário transitava por todos os espectros políticos do país. Segundo os autos, ele teria dado um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões a um senador ligado ao governo, além de ter pago propina no valor de R$ 3,5 milhões.
A PF também investiga a relação com outro senador, que teria recebido ao menos R$ 6 milhões em mesadas do empresário entre 2024 e 2025. Os autos indicam que o banqueiro teria transferido valores mensais de pelo menos R$ 300 mil ao parlamentar, além de custear despesas internacionais.
A situação gerou críticas de setores da oposição no Congresso. Um senador afirmou que o povo brasileiro precisa tomar conhecimento sobre a troca de favores entre o poder público e o setor privado. A investigação segue em andamento, com a PF apurando os detalhes dos supostos esquemas.

