Higiênicos da República Tcheca intensificam a fiscalização de corpos d’água, alertando sobre riscos de contaminação por algas e parasitas. A inspeção anual abrange cerca de trezentos locais de banho, e este ano, a checagem de lagos e do rio Vltava é realizada pela primeira vez.
A água verde e a presença de algas são consideradas pelos órgãos de saúde o primeiro sinal de problemas na qualidade hídrica. Anualmente, entre o final de maio e o início de setembro, as autoridades inspecionam aproximadamente 300 locais de banho naturais e outras áreas aquáticas. A principal higienista da República Tcheca, Barbora Macková, afirmou que as inspeções visam locais de uso recreativo e novos biotopos.
A qualidade da água é classificada em cinco categorias, variando de adequada para banho a proibição total, aplicada atualmente apenas em um lago específico. O dermatovenerolog Petr Arenberger explicou que as cianobactérias são perigosas, pois são tóxicas para a pele e podem causar danos internos ou diarreia se ingeridas.
Outro risco monitorado são as cercarídeas, parasitas que podem causar erupções cutâneas após picar a pele. Macková comentou que o risco é maior em locais com aves aquáticas. Os especialistas recomendam tomar banho rápido após o contato com a água ou secar-se bem com toalha para remover larvas.
Neste ano, a fiscalização de qualidade de água corrente será realizada pela primeira vez no rio Vltava em Praga. Além disso, lagos que antes não eram inspecionados entrarão no foco das autoridades, com o objetivo de ações preventivas.

