Um herdeiro do império da Ray-Ban propôs a compra de participações de dois irmãos por €10 bilhões, desafiando a holding familiar pouco antes de uma assembleia de acionistas marcada para o dia 30 deste mês.
O empresário, de 31 anos, acusou o conselho da Delfin Sarl de não fornecer explicações claras sobre a transação, alegando que a questão deixou de ser financeira e passou a ser de governança. A proposta busca elevar sua participação para 37,5%, tornando-o o maior acionista da empresa.
A operação depende de um complexo pacote de financiamento de €10 bilhões junto a instituições como UniCredit SpA e BNP Paribas SA. O herdeiro afirmou que os bancos exigiram maior previsibilidade sobre dividendos e estratégia de longo prazo da Delfin.
Como alternativa, o presidente da Delfin, Francesco Milleri, avalia que a própria holding recompreia as ações e as redistribui entre os seis herdeiros restantes. A assembleia de 30 de junho tratará do futuro da Delfin, e não apenas de balanços financeiros.

