Moradores de Botafogo realizaram protesto neste sábado contra o leilão de um imóvel na Rua Barão de Itambi, 50, que abrigou o supermercado Pão de Açúcar. A manifestação, organizada pela Associação de Moradores e Amigos de Botafogo (Amab), pede que o terreno permaneça com atividade comercial, contestando a decisão da Prefeitura do Rio de destiná-lo a um projeto da Fundação Getulio Vargas (FGV).
A Amab defende que a manutenção de um estabelecimento comercial na região é mais benéfica para os moradores, pois contribui para a circulação de pessoas e para a sensação de segurança no entorno. Os manifestantes alegaram que não foram ouvidos no processo de discussão sobre a desapropriação do terreno, que faz parte da rotina do bairro há 50 anos.
A presidente da Amab, Regina Chiaradia, afirmou que a contestação se baseia no fato de que o empreendimento da FGV é privado, e não uma universidade pública. Segundo ela, “se é lucro por lucro, a gente prefere manter o nosso supermercado”. O Grupo Sendas, proprietário do prédio, também contesta a medida judicialmente, alegando que havia negociações avançadas para a instalação de um supermercado.
A Prefeitura do Rio justificou a desapropriação alegando interesse público para implantar um centro de tecnologia, inovação e ensino. Em nota, o município afirmou que seguiu o rito processual e confia na legalidade do processo, que será submetido a leilão público.

