A campanha do presidente Lula acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mais de 60 vezes em seis meses, totalizando 63 ações desde o início do ano. As representações incluem pedidos de direito de resposta e apontam o uso de Inteligência Artificial em 17 casos contra adversários.
As ações, protocoladas por advogado, abordam temas variados, como o desfile de Carnaval que homenageou o presidente, escândalos envolvendo o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e o Banco Master, e alegações de ligação do PT com o crime organizado. Em uma ação contra um partido político, o PT criticou vídeos que criavam situações inexistentes para associar o governo a facções criminosas.
Das mais de 60 ações propostas, 18 são direcionadas à campanha de um candidato. O PT também moveu ações contra um outro presidenciável e pré-candidatos bolsonaristas, sendo a maioria motivada por propaganda antecipada. O volume de representações é seis vezes maior que o registrado nas eleições anteriores, mesmo com o início oficial da campanha em agosto.
Para combater a desinformação, a equipe jurídica do PT criou uma central de monitoramento de redes em tempo real, visando acionar o TSE quando necessário.

