O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou R$ 187,2 bilhões em benefícios sociais entre janeiro e junho deste ano. Um estudo do economista Marcos Mendes, do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), revelou que 94,3% desse montante, ou R$ 176,7 bilhões, está fora das regras do arcabouço fiscal.
As medidas, que incluem programas como Move Brasil, Desenrola Brasil e ampliação do Minha Casa Minha Vida, foram adotadas pelo governo petista. O arcabouço fiscal, aprovado em 2023, substituiu o teto de gastos e visa estabilizar a dívida pública até 2026, segundo o marco fiscal.
Mendes afirmou que parte dos gastos, totalizando R$ 118,7 bilhões, não cumpre sequer a meta de superávit primário de 0,25% do PIB estabelecida para 2026. O economista classificou o pacote de benefícios como uma “desmoralização total”, pois o volume de exceções anula o sentido da meta fiscal.
Em outro dado, o Banco Central informou que a dívida pública bruta do Brasil alcançou R$ 10,4 trilhões em março de 2026, o que corresponde a 80,4% do PIB. Este patamar representa o maior nível da dívida desde julho de 2021.

