O inverno começou oficialmente na Bahia no dia 21 de junho, com previsão de temperaturas acima da média histórica e intensificação da estiagem em parte do estado. O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) aponta o El Niño como fator que influenciará o clima, especialmente na segunda metade do período.
O fenômeno climático atua sobre as águas do Oceano Pacífico e modifica padrões de circulação atmosférica global. Na Bahia, o efeito mais notável será o reforço das diferenças entre litoral e interior. O semiárido deve enfrentar um período de seca mais rigoroso, enquanto o litoral mantém a umidade, com Salvador e Recôncavo previstos para serem áreas chuvosas.
Aldirio Almeida, coordenador de Estudos de Clima e Projetos Especiais do Inema, explicou que “O El Niño tende a acentuar ainda mais esse contraste, com temperaturas mais altas que a média histórica e impacto direto sobre a intensidade da estiagem no semiárido”. Apesar do calor esperado, o frio deve ser sentido nos primeiros meses, com possibilidade de mínimas abaixo de 10°C na Chapada Diamantina e no sudoeste baiano.
O comportamento climático baiano é organizado por sistemas de alta pressão subtropical do Atlântico Sul. Estes ventos trazem umidade ao litoral, favorecendo chuvas, e reforçam a condição de seca no interior. Na Caatinga, o inverno marca o auge da estiagem, enquanto nos ecossistemas litorâneos, como a Mata Atlântica, há aumento da umidade e crescimento da vegetação.

